Beleza e Saúde

Queda livre – A calvície feminina atinge cerca 40% das mulheres no mundo

08/08/2018

A cena é cada vez mais comum. Na hora de lavar os cabelos, os fios começam a descer pelo ralo. Literalmente. E quem pensa que o problema é exclusivo dos homens está enganado. O número de mulheres que sofrem com esse mal é cada vez maior. Pelo menos 40% delas vão enfrentar a queda de cabelo após os 30 anos. Mas, nada de desespero. Não há cura, mas é possível, pelo menos, amenizar os efeitos.

O primeiro passo é estar alerta. Quando os cabelos começam a cair está na hora de procurar um especialista. Mesmo quem tem cabeleiras volumosas não está imune à alopecia, o nome científico da calvície.

Segundo a dermatologista Ana Lúcia Recio, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, as vítimas só procuram um médico quando já perderam 30% do seu volume capilar. “É importante diagnosticar o quanto antes a calvície para minimizar a queda, fazendo com que o folículo piloso sobreviva mais tempo”, alerta ela.

Os sintomas são parecidos, mas a calvície não pode ser confundida com a simples queda de cabelo. Para chegar a um diagnóstico preciso da doença, é preciso fazer uma série de exames para eliminar as possíveis causas externas.

As mais comuns são a carência de ferro, alterações nas taxas hormonais, cistos nos ovários e estresse emocional. Se uma dessas disfunções for detectada e solucionada, a queda pode ser eliminada. Porém, se não houver fatores externos e se a paciente tiver histórico da doença na família, então o caso é mesmo de alopecia.

Não há distinção de sexo, mas a calvície se manifesta de forma diferente em homens e mulheres. O que há em comum é apenas o fator genético. Nas mulheres, o problema não é localizado, ou seja, se distribui por todo o couro cabeludo, por isso é menos visível. A perda dos cabelos é mais difusa no topo da cabeça e na região frontal, das famosas entradas que atormentam os homens, não sofre muita alteração.

Há alguns sinais de alerta aos quais é preciso estar atento. Se os fios começarem a nascer mais finos e se a queda acentuada se mantiver por mais de um mês, procure um dermatologista. O tratamento poderá incluir loções capilares, que estimulam a renovação celular do folículo piloso e ativam a circulação local; também será necessário recorrer a complexos vitamínicos e a medicação.

Entre as substâncias mais utilizadas estão a espironolactona, acetato de ciproterona, minoxidil e flutamida. Elas agem inibindo a ação do hormônio masculino, que ocupa os receptores dos folículos pilosos provocando a queda. “Assim como qualquer outro medicamento, essas substâncias só devem ser utilizadas com sob prescrição médica”, alerta a dermatologista.

As conseqüências psicológicas da calvície são, para Ana Lúcia Recio, o maior problema. “A sociedade não aceita mulheres calvas, por isso elas sofrem mais do que os homens. Com isso, o paciente pode vir a ter graves problemas de auto-estima”, explica ela.

As mulheres com alopecia devem redobrar os cuidados com o avanço da idade. Os especialistas afirmam que a chegada da menopausa pode agravar o quadro, apesar de essa influência ainda não ter sido comprovada. Como ainda não existe cura para a calvície feminina, tratar o quanto antes o problema significará que seus cabelos ficarão saudáveis e volumosos por mais tempo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *